Simplesmente não há explicação.
sábado, 20 de novembro de 2010

Se me perguntar algum dia o porquê, direi apenas que gosto do modo como cheiro de Trident de Melancia me lembra você, da forma como você finge não se importar quando
chega, e de como você fica lá, parado, apenas esperando que eu atravesse a rua
e vá ao seu encontro, para que você sorria e me envolva em seus braços como se
não fizesse nem 1 hora que nos vimos, e de como isso me faz sentir que nunca
estive longe por mais tempo do que poderíamos querer. Diria que amo o jeito com
o qual você me surpreende quando simplesmente resolve me puxar para mais perto,
como se eu e você pudéssemos nos fundir em um só corpo e que repentinamente
seus dedos firmes e decididos puxam meu cabelo, como se tentasse tirar da minha
cabeça (pelo menos pelas poucas horas que passamos juntos) todo e qualquer
pensamento que não for sobre nós dois. Gosto da forma, eu poderia dizer
inusitada, com a qual você me faz sorrir. Tento fazer de conta que acredito em
certas palavras, e no fundo acabo gostando do jeito que, sem perceber, elas
fazem meu estômago embrulhar, meu coração disparar. Confesso que gosto do
sorriso bobo que fico quando nos despedimos, vou para um lado e você para o
outro. Gosto, até mesmo, quando você não cala a boca, quando na verdade eu
quero o silêncio, ou do seu silêncio quando desejo desesperadamente qualquer
tipo de palavra, na verdade gosto do modo como você faz tudo ao contrário do
que eu esperaria... Do que qualquer um esperaria, o que é bom, porque tudo isso
não te torna previsivelmente perfeito pra mim. No final, gosto do fato de não
haver explicação alguma, simplesmente acontece entre nós.
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Thinking
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Andei pensando em amar... Pensando?... De fato disse isso? Pensar em amar? Devo estar ficando louca, afinal não pensamos absolutamente nada ao amar, simplesmente nos encontramos ali, em estado de êxtase, observando-o se aproximar com um sorriso nos lábios, um sorriso que todos ali sabem que é para você. Porém neste momento todas as suas certezas vão embora, junto com toda a sua vontade de se manter consciente de seus atos estúpidos, afinal é amor. Obviamente isto não é uma definição, pois amor envolve outras centenas de sentimentos e sensações que poderiam até ser indescritíveis.
Pergunto-me se, entrelaçado ao amor, está o ódio, pois seria a única resposta para o fato de que em certos momentos desejo você com todo o amor que há em mim, todo o amor que eu sei que guardei apenas para você, mas que segundos depois posso simplesmente passar a achar tudo isso ridiculamente cansativo. Venho perguntando-me o quão bom é não ter certeza alguma afinal.
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