Erros
domingo, 1 de junho de 2014
Errado
é ter alguém bagunçando meu cabelo na noitada e esse alguém não ser você,
porque você está bagunçando o cabelo de tantas outras, puxando tantas outras
pra mais perto. Errado é fingir que o que temos é muito sólido, muito claro e
sério. Errado é eu me entregar pra você e você não me entregar se quer a sua
mão pra atravessarmos a rua. Errado é eu querer me libertar e você não deixar,
porque simplesmente precisa de mim, e mais errado que isso é você não precisar
de mim por inteira, todos os dias, todas as horas. Porque é assim que eu
preciso de você.
Ta
tudo errado.
0 comments
A imensidão de nós dois
quarta-feira, 14 de maio de 2014
É
inquestionável a exatidão que nossos corpos se encaixam, a forma que minha boca
encontra a sua. É inexplicável o fato de eu suportar você com todos os seus
defeitos, e pior que isso... Sempre querer voltar. É natural estar ao seu lado,
estranho é não estar. Estranho é você ter permanecido na minha vida, e não ter
entrado nela. Entrado nos meus dias, nas minhas ações, no meu pensamento e nos
meus sonhos. Não sei onde se encontra o ponto exato que você se tornou
essencial, especial. É uma linha tênue entre o “não te quero hoje” e o “te
quero o dia inteiro”.
Não
sei mais gostar de alguém, passei tempo demais gostando de mim, e não sei dizer
ao certo o momento que gostei de nós dois. Não me lembro da sensação de amar
alguém até as fibras gritarem, passei tempo demais sufocando esse tipo de amor,
mas sei que você pode me fazer lembrar, e quem sabe assim, minhas fibras não
gritem por você.
Nosso
silêncio, em toda sua imensidão, fala tudo o que existe entre nós dois.
0 comments
Tempo infinito
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Disse
o poeta: O tempo não para. Quem sou eu para contestar? Me curvei e aceitei. E é
assim que é, o sol nasce todo dia, e continua nascendo e renascendo e as
estrelas continuam lá, algumas morrendo, outras começando a brilhar na
imensidão agora. É... o tempo não para. Precisei continuar acordando, todos os
dias.
Olho
para o mar aqui e sinto a falta, falta de não sei o que, falta não sei de quem,
vai ver ainda não aprendi a amar, o que é estranho. Sei escrever sobre amor,
mas ainda não aprendi amar. Fecho os olhos e posso sentir o cheiro da serra,
ali em frente ao mar, acredita? Nem eu, deve ser delírio. Olho pra cima e
procuro sempre a mesma estrela, o pedido é sempre o mesmo: Me leva pra casa. Mas o tempo é infinito, e não para. Sacudo a
areia e vou embora.
Mas
o mestre disse: Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo. Então eu
continuo, sem parar, correndo, tentando voar até, mas sempre com o pedido para
aquela estrela na ponta da língua: Me leva pra casa.
0 comments
Um gnomo no meu jardim
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Porque
de todas as histórias, a nossa foi a mais coadjuvante. Até agora. É que eu nunca
parei para nos olhar, sabe... Tudo. Nossa história não é um conto de fadas, não
daria um bom filme e nem tem um clímax para ser compartilhada com os amigos.
Nós nunca tivemos uma noite inesquecível em um lugar incrível, nunca tivemos um
momento em que parecesse como estar num filme, nós não sobrevivemos a uma guerra,
nós se quer saímos juntos, bêbados de uma festa e fomos parar em lugar nenhum
rindo um da cara do outro.
Mas
e ai? E ai, percebi que você sempre esteve aqui, todos os dias, todas as
madrugadas. E ai, que eu percebi que quando algo incrível, ou algo
ridiculamente bobo acontece, é pra você que eu sempre corro pra contar. Percebi
que amores foram e vieram, e você esteve no intervalo de todos eles.Você sempre
esteve aqui. Percebi que de coadjuvante
então, não tínhamos nada. Percebi que não temos nada, mas temos TANTA coisa. Nossas
bocas não falam nada, mas nossos olhos dizem tudo, e quando nos olhamos foi
como ter uma conversa inteira.
Hoje
eu vejo como realmente foi. A gente nunca soube se soltar, nunca soubemos nem
COMO fazer isso, e foi o que bastou.
0 comments
Resumindo
segunda-feira, 1 de julho de 2013

Começou
assim: Olhares envergonhados na terceira, quarta, quinta série, amores
platônicos na sexta, beijos molhados com gosto de pipoca de cinema na sétima, beijos
escondidos do papai na escada do shopping, amores virtuais, casos de festinhas
de play e ai surgiram as borboletas, mas com a mesma intensidade que vieram, se
foram. E ai o amor, o primeiro, divertido, complicado, distante, por fim, um Don
Juan perto de um pobre coração doce de menina aprendendo a amar. E aí valia
tudo, beijos atrás da igreja, do coreto e da padaria, despedidas rápidas e
dolorosas no portão da casa da vovó. Valia correr 600 km, valia esperar meses,
só por um sorriso, afinal, era amor, amor ingênuo e puro. E ai a decepção,
porque como bom Don Juan, apenas a conquista já estava de bom tamanho, mas o
coraçãozinho de menina chorou, chorou até murchar, chorou ate não ter mais como
chorar, e então ele inflou, inflou de ego, de amor próprio, de força e ai
conseguiu seguir em frente, mesmo que às vezes ele doesse um pouquinho ao escutar
aquela musica.
Ai
então o coração ficou guardado e quem veio a ativa foi o fígado, pra aguentar
toda aquela vodca com energético, e no meio de tantos fígados encontrou um
outro fígado legal, um fígado que vez ou outra fazia par com o meu, e os dois
eram a dupla perfeita, eram amigos de verdade, e ai um dia que o fígado estava
cheio demais, o coração bateu, bem devagar, porém durou um segundo inteiro, e
ai ele voltou, voltou fazer cócegas quando meu fígado encontrava o tal outro
fígado. Porém no meio de nossos fígados, surgiu uma viagem, e nessa viagem meu
coração que já batia outra vez, conheceu outro, e eles bateram juntos, rolaram
na areia, na piscina, e seguiram o compasso da batida do Axé Moi, retornaram
juntos para as rotinas dos seus dia-a-dias, e se apaixonaram, não só os
corações, mas os fígados, os rins, pulmões, línguas, braços e pernas, eram
corpos completos, juntos, um par que de tão idênticos eram como um. E então eu parti.
Faz
dois anos que parti, e conheci outros corações e tantos outros fígados, mas
toda essa história se resumiu ao te ver ali, ajoelhado pra mim, me olhando nos
olhos, e me oferecendo o que nenhum outro ofereceu com tanta sinceridade. Todo
amor vivido, todo coração batido pareceu pequeno perto desses segundos, os
segundos que você segurava minha mão, meio sem graça, meio com medo,
apreensivo, esperando minha resposta. Que não podia ser outra a não ser sim.
Sim, porque meu coração bate forte outra vez, perto do seu, porque meu braço
busca seu corpo pra te enlaçar a mim, porque meus olhos não saem do seu
sorriso, sim porque é natural estar com você, querer você. Sim porque quero
voltar a ser menina e aprender a amar outra vez, e dessa vez um amor que vale a
pena.
0 comments
Thinking under the stars
sexta-feira, 19 de abril de 2013

O que é o sono se nada mais que a falta dele ao colocar a
cabeça no travesseiro? O que é o fechar os olhos se nada mais que sentir sua
falta? E o que é da noite se nada mais que a promessa de poder sonhar com você?
Quem disse que o tempo leva embora o que tem que ser esquecido não sabe que o
que foi maravilhoso, sem erros, sem mágoas, vai ficar sempre guardado, e isso
não vai embora até que novas maravilhas o substituam. Mas até lá dói no peito a saudade de não ter o
que podia ser seu, pesa nos olhos a lágrima que não cai e machuca aquela música
que diz que você é meu anjo. Coisas assim vem com a imagem do seu sorriso, o
som da sua voz, o calor do seu corpo e o vazio que tem do meu lado.
Não falo aqui de tristeza, e sim de saudade. Não peço aqui
um milagre que te traga pra perto. Vim contar que a cada noite converso com as
estrelas e com o criador delas, para que tragam o conforto e calma que eu uma
vez tive ao seu lado. Confio no brilho das estrelas que estão sempre lá para
mim, mesmo quando o brilho do sol às ofusca, porque sei que ainda estão lá, e
toda noite elas voltam, para me dar a esperança de pedir novamente e assim
continuar acreditando que em uma de suas voltas elas trarão surpresas maravilhosas,
assim como um dia trouxeram você, no tempo exato, na noite exata.
O que é o sono se não dançar todas as noites com as
estrelas?
0 comments
Meus pés ainda insistem em voar
sábado, 22 de dezembro de 2012

E hoje eu tenho falta, mas também tenho preenchimento. Tive umas duas ou três dores no coração insuportáveis, mas eu tive incontáveis histórias pra rir depois. Eu tive aquele porre e eu não lembrei de nada, graças a deus. Hoje, hoje eu tenho saudade. Saudade do que foi e do que nem chegou a ser. Tenho aperto no peito, borboleta na barriga e falta de ar com algumas pequenas coisas, quem não tem? Eu já sufoquei sentimento que julguei ser errado mas ele transbordou e eu me descontrolei, então aprendi auto-controle. Já sofri em silêncio, e já chorei pra todo mundo ver. Hoje eu planto sorriso pra colher felicidade, e já parei de reclamar de muita coisa. Mas ainda reclamo de tudo. Eu ainda tenho medo do escuro, mas já não durmo mais com ursinho. Hoje eu viajo ouvindo musica triste, assim eu posso olhar pra dentro e pensar na vida, mas quando saio do banho coloco funk no maior volume que minha mãe não reclame. Eu sou grossa grande parte do tempo, mas eu largo tudo, eu movo o mundo por quem eu amo. Hoje eu não tenho mais aquele banco da praça pra lembrar de uma certa história, mas eu tenho outros 200 lugares, coisas e musicas que ainda sim me lembram a mesma pessoa. Sabe.. eu já tive duas ou três histórias sem um ponto final, mas hoje eu sei que é melhor a gente inventar um ponto final que não existiu do que viver com reticências.
Hoje, bem aqui, bem agora, eu olho pra trás e vejo que eu era uma menininha ingênua que sofria por tudo e que tinha vontade de voar. Mas daquela menininha, só ficou a vontade de voar e o mesmo sorriso sonhador, quem sabe. Hoje, sou forte e sou fraca, quero tudo e quero nada, quero manter a cabeça no chão mas os pés voando, pulando no ritmo de qualquer musica, de uma noitada qualquer.
0 comments